SUPERMAN (2025)

Diogo Souza

10 de julho de 2025

Olhe para cima! É um pássaro, é um avião? Não; é o Superman!

Com alegria, vos escrevo, pois a antiga frase encontra um tom de nostalgia e gratificação, ao em tela grande, apreciar a visão de Gunn para o herói inicial, o bastião da moral e dos bons costumes, o filho de Krypton, que chegou com tudo.

Após uma sequência de fracassos, problemas entre visões criativas entre atores e diretores, e conexões inexistentes entre o antigo universo cinematográfico da DC, recrutaram James Gunn e Peter Safran em 2022, como co-CEO’s da nova fase do estúdio. O fato de ser conhecedor das obras e ter respeitado filmes baseados em HQs e ter conseguido êxito, animou os fãs e gerou esse grau de expectativa, que felizmente foi magistralmente entregue na película. Sem precisar explicar a origem do personagem , a narrativa corre fluida, e já somos apresentados a uma ameaça real.

Como assim o Metahumano mais forte está apanhando?

Já prende o espectador à trama para saber o que se passa. David Corenswet, como Clark/Superman, foi uma excelente escolha. Além de ser bom ator, exprime uma aura clássica, uma presença incrível algo semelhante a versão de Christopher Reeves. Rachel Brosnahan (Lois Lane), tem química com o ator, é investigativa, tem papel relevante, não apenas a mocinha indefesa.

E Nicholas Hoult (Lex Luthor) é um fenômeno a parte. Que vilão! Primeira vez que o Luthor deixa de ser um personagem “piegas cartunesco” para se mostrar amendrontador de verdade. Não devendo a nenhuma ameaça alienígena. Junto ao trio principal, outros heróis coadjuvantes, mas não menos importantes, foram apresentados, formato que demonstra uma possibilidade de enredo ágil, sem precisar reaver a filmes anteriores ou longas explicações, apenas existem no universo em questão, e isso é ótimo.

Dá um tom de veracidade que a realidade é esta, repleta de seres com super poderes. Dentre eles, temos Senhor incrível ( Edi Gathegi), Mulher-Gavião (Isabela Merced), Lanterna Verde (Nathan Fillion) e Metamorfo ( Anthony Carrigan). Cada um com tempo de tela suficiente e cenas recheadas de ação que agradarão aos fãs. Em paralelo, além de combater vilões, Kent tem que dar atenção aos pais, nutrir seu relacionamento amoroso, disfarçar sua identidade no trabalho, e já com capa, evitar conflitos geopolíticos que ocorrem em tramas paralelas, que apesar de várias, não cansam, ampliam a história na complexidade que está se construindo o personagem.

E claro, não menos importante, a participação do cãozinho Krypto, criado todo em CGI, e que vai alegrar adultos e crianças quando aparecer praticando as mais diversas estripulias. Cenas de ação muito bem produzidas. O vôo é legal. As referências aos quadrinhos e a série animada estão lá. A exaltação do ícone mostrando sempre o “S” maiúsculo no uniforme ou em bandeiras como exemplo máximo de justiça e esperança.

A trilha clássica de John Williams é presente, recortada em uma nova roupagem. E este Superman, demonstra algo novo, não é apenas invencível, é vulnerável, tem medo, detesta errar, que demonstra que na humanização do personagem, mais poderosa é a imagem do herói que ele representa.

Neste filme, temos duas cenas pós-crédito, que não são tão relevantes, pois o que realmente importou durante o filme, foi apresentado, com zelo na concepção e com êxito no resgate da aura dos queridos personagens, assemelhando-se a um quadrinho, que fazem fãs, executivos e estúdio sonharem com uma nova era revival e muito mais emocionante, de filmes de super heróis.

Acertaram em cheio.

Nota Final: 10.0

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