JURASSIC WORLD: RECOMEÇO (2025)

Diogo Souza

3 de julho de 2025

Novo capítulo da franquia Jurassic World, Jurassic World: Recomeço acompanha uma equipe em uma missão para obter amostras de DNA das três criaturas mais colossais da terra, mar e ar. Cinco anos após os eventos de Jurassic World: Domínio, a ecologia do planeta se mostrou amplamente inóspita para os dinossauros.

Os poucos sobreviventes vivem em ambientes equatoriais isolados, onde o clima se assemelha ao que permitiu sua prosperidade no passado. Dentro dessa biosfera tropical, as três criaturas mais colossais detêm a chave para a criação de um medicamento com potencial para salvar inúmeras vidas humanas.

A missão, cercada de perigos, coloca a equipe diante de desafios extremos, enquanto lutam contra o tempo e os perigos de um mundo onde a natureza selvagem é a única soberana.

MAS É BOM?

Já se passaram exatos 32 anos desde que Steven Spielberg deu o pontapé inicial na icônica franquia. Agora, nesta sétima parte, a saga busca se reinventar. Novos personagens, novas ameaças e um mundo que, ironicamente, parece ter se cansado dos dinossauros.

Neste cenário, surge uma proposta economicamente irrecusável à personagem de Scarlett Johansson, Zora Bennett, que lidera a trama. Movida pelo valor da recompensa, ela aceita se aventurar em uma zona de risco extremo para coletar amostras de sangue de três espécies distintas: uma aquática, uma terrestre e uma aérea. Assim, uma nova equipe é formada e o motivo daquela localização específica logo é explicado.

Em um ambiente com níveis de oxigênio e clima semelhantes ao período jurássico, os dinossauros migraram para sobreviver melhor, confirmando a célebre frase de Ian Malcolm no primeiro filme: “A vida encontra um jeito.” Sob a direção de Gareth Edwards (Godzilla) e roteiro de David Koepp (o mesmo do filme original de 1993), a produção tenta, com certo êxito, retornar às origens.

Há espaço para a contemplação, como a cena poética de um casal de Titanossauros caminhando por campos abertos ao som de conhecida trilha sonora, e para homenagens aguardadas, como a famosa sequência do Tiranossauro no rio, retirada diretamente do livro O Mundo Perdido, de Michael Crichton, finalmente filmada após décadas de espera. E assim o universo da franquia se expande com uma fauna renovada: enguias colossais, dinossauros de cores diferentes e, claro, criações inéditas. Uma delas é uma pequena “dinossaura”, chamada Dolores, geneticamente modificada do tamanho de um cachorro, claramente inserida para conquistar o público infantil. Já para os adultos, o destaque é o Distortus Rex, ou simplesmente D-Rex, uma aberração genética com quatro braços, inteligência elevada.

DINOSSAUROS FALANTES?

Não, pelo menos não agora. Felizmente, mas se impõe como a grande ameaça do longa. A história alterna entre dois núcleos: um grupo em missão científica e uma família tentando sobreviver no ambiente hostil. Há tempo para desenvolver os personagens e torcer por eles. O clima de suspense e terror é resgatado, com uma narrativa que segue de forma fluida sem amarras as sagas anteriores: do ponto A ao ponto B, a missão precisa ser cumprida e a sobrevivência, garantida, ao menos na teoria.

Rebirth, está longe de ser perfeito, mas acena para um possível futuro promissor da franquia. Introduz conceitos criativos, como o uso do mutualismo entre espécies para a obtenção de alimento, e acerta ao experimentar novas dinâmicas entre humanos e dinossauros. A Universal lança esse filme como um teste, uma provocação de como o público cativo reagirá ao longa.

O tempo molda, destrói e recomeça. Não é sobre reviver o passado, é sobre pagar o preço por tê-lo desafiado.

Nota Final: 8.0

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