JAMES GUNN ironiza Jared Leto na volta do “PACIFICADOR”

José Carlos

27 de agosto de 2025

A aguardada segunda temporada do “Pacificador” estreou já cumprindo a promessa de não economizar em irreverência. Logo no primeiro episódio, uma piada aparentemente banal virou assunto: uma referência direta à banda Thirty Seconds to Mars, liderada por Jared Leto, que no passado vestiu a maquiagem do Coringa.

A cena ocorre quando Emilia Harcourt, visivelmente irritada, descarrega a frustração com socos no painel de um carro. O diálogo com o Pacificador chega ao inusitado: surge a lembrança de que, na última vez em que esteve naquele veículo, tocava algo como “Spin Doctors ou Thirty Seconds to Mars”. O comentário se transforma em provocação, reforçada no momento pós-créditos, quando os personagens concordam que até uma “banda de garagem de dois segundos” soava melhor que o grupo de Leto.

Quem acompanha a trajetória de James Gunn sabe que nada em “Pacificador” é gratuito. A brincadeira, além de encaixar-se no humor debochado da série, também funciona como declaração de independência: o novo DCU que Gunn comanda não tem espaço para revisitar a versão do Coringa apresentada por Leto no antigo DCEU.

Não é a primeira vez que o diretor reforça esse afastamento. Desde “O Esquadrão Suicida”, ele deixou claro que o personagem de Leto não fazia sentido para o tom de seus projetos. A ironia musical, portanto, surge como uma forma espirituosa de encerrar essa discussão sem precisar de explicações diretas.

A força da cena não está apenas na piada, mas no que ela simboliza. “Pacificador” sempre apostou no deboche como ferramenta narrativa, rindo dos clichês dos super-heróis e, agora, cutucando escolhas passadas da própria DC. Ao transformar a crítica em humor, Gunn comunica duas mensagens ao mesmo tempo: diverte o público e demarca território em relação ao futuro criativo da franquia.

A brincadeira teve reação imediata. Nas redes, a cena foi interpretada como uma “alfinetada” certeira a Leto, com memes e debates multiplicando-se em questão de horas. Para muitos, trata-se da confirmação definitiva de que o ator está fora de qualquer plano no novo DCU. Para outros, é apenas mais um exemplo do estilo Gunn: misturar sarcasmo, cultura pop e autorreferência como motor narrativo.

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