C.I.C. – Central de Inteligência Cearense é um filme brasileiro de comédia e ação que acompanha Wanderlei (Edmilson Filho), um agente secreto brasileiro conhecido como Karkará.
Representando a C.I.C. – Central de Inteligência Cearense, Karkará é responsável por combater alguns dos criminosos mais perigosos do mundo, e sua próxima missão será tão desafiadora quanto as anteriores: ele deve recuperar a fórmula de um projeto ultrassecreto dos governos do Brasil, Paraguai e da Argentina.
Aliando-se aos agentes Romerito (Gustavo Falcão), do Paraguai, e Micaela (Alana Ferri), da Argentina, Karkará deve encontrar os bandidos de uma poderosa organização criminosa antes que usem a arma secreta para realizarem seus planos malignos.
Mas é bom?
Ele aposta na mistura entre cultura regional e cinema de gênero para criar uma comédia de ação com sotaque nordestino e espírito leve. Dirigido por Halder Gomes, logo apresenta a história de Karkará, um agente secreto nordestino que se vê envolvido em uma missão de escala internacional.
O diferencial do filme está em sua identidade, ele não se adapta aos padrões do cinema americano, mas cria sua própria linguagem, enraizada no humor popular e nas referências locais.
Desde os primeiros minutos, fica claro que a intenção não é a verossimilhança, mas sim a brincadeira.
O ritmo é ágil, as piadas visuais são frequentes, e o estilo lembra animações irreverentes. Essa estética exagerada funciona bem na maior parte do tempo, mantendo o espectador engajado por meio de situações improváveis e personagens caricatos. O uso de expressões regionais, trocadilhos e gírias adiciona autenticidade à narrativa.
Porém, o roteiro é mais focado em gags do que em construir uma história. A trama principal serve como desculpa para uma sucessão de esquetes, o que pode cansar em alguns momentos. Ainda assim, a energia do elenco e a originalidade da proposta compensam essas falhas.
Edmilson Filho conduz a narrativa com carisma e entrega ótimos momentos de humor mais expressivos. Bacana!
Nota Final: 7.0





