ANÔNIMO 2 (2025)

Diogo Souza

22 de agosto de 2025

O segundo capítulo da saga de Hutch Mansell leva o conceito de ação absurda a um novo patamar. Em Anônimo 2, Bob Odenkirk retorna ao papel do anti-herói silencioso, agora tentando manter as aparências de uma vida comum enquanto velhas ameaças ressurgem.

A trama se desenrola em um cenário inusitado, um parque aquático , o que só reforça o tom satírico e exagerado da proposta. O filme brinca com a fórmula dos filmes de vingança, mas sem qualquer compromisso com a seriedade.

Mas é bom?

A direção investe em um ritmo acelerado, que praticamente não dá espaço para respiro. As sequências de combate são engenhosas e estilizadas, com coreografias que beiram o cartunesco.

Odenkirk continua convincente como o sujeito comum com habilidades extraordinárias, sua interpretação combina ironia e desgaste emocional de forma eficiente. Já a adição de Sharon Stone, embora carismática, parece inserida mais pelo impacto do nome do que por relevância narrativa. Sua vilã é mais excêntrica do que ameaçadora.

O roteiro não se preocupa em expandir a mitologia do primeiro filme; ao contrário, aposta em repetir os elementos que funcionaram anteriormente.

Isso resulta em uma experiência divertida, mas previsível. Há pouco espaço para desenvolvimento de personagens ou emoções mais profundas, e tudo bem, porque a intenção do longa é outra: ser entretenimento puro.

Nota Final: 10

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